Fascite plantar-esporão do calcâneo
Patologia das mais comuns no dia-a-dia do consultório ortopédico.A fáscia plantar consta de uma estrutura longitudinal ao longo da planta do pé,com origem no calcanhar e inserção nas articulações metatarsofalangeanas dos dedos.Tem forma de leque com base na frente do pé e porção estreita no calcanhar e é achatada.

A fascite consta em um processo inflamatório da fáscia plantar e ocorre em 90% dos casos em sua origem co calcâneo(porção plantar e medial),sendo assim, considerada uma entesite.Acomete mais mulheres do que homens,principalmente com mais de 40 anos, e mais uma vez o uso inadequado de calçados se faz presente na gênese da patologia(chinelos,sandálias ou sapatos de solado mais rígidos).
Tem como sintomas dor na área referida,principalmente na primeira pisada do dia ao acordar ou se o paciente permanece por muito tempo sentado durante o dia e pisa,também sente-se dor.
O “esporão do calcâneo” ou exostose plantar do calcâneo na verdade é mais uma conseqüência do que causa sendo na maioria das vezes um achado radiológico(ver na sessão mitos do pé).
A fascite plantar não se caracteriza em uma doença grave e o tratamento é eminentemente conservador,a não ser que esteja associada a síndromes compressivas á nível do tornozelo e retropé .O tratamento consiste na mudança de calçados ,dando preferência para tênis e sapatos mais confortáveis além do uso de palmilhas ou calcanheiras de silicone.A fisioterapia no intuito de realizar alongamento do tendão de Aquiles e consequentemente a fáscia plantar é de suma importância.
Hoje advoga-se nos casos mais crônicos a terapia por ondas de choque,não só para a fascite plantar,mas para outros tipos de entesites.
O fator paciência ainda é a arma mais importante do paciente,pois,uma simples crise pode durar num mínimo de 06 meses podendo estender-se até01 ano(mesmo com tratamento adequado) e em não sendo uma patologia cirúrgica o índice de abandono é elevado,levando o paciente a uma verdadeira peregrinação por vários profissionais.
Por isso a conscientização de que não se trata de uma patologia grave porém de longo período sintomático com índice de cura perto de 100% é o mais importante para o paciente.
